Petrobras anuncia aumento do diesel

Petrobras anuncia aumento do diesel

Compartilhe

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
WhatsApp
Email

Nas últimas semanas a Petrobras anunciou que o diesel terá um aumento de 8%, o primeiro ajuste para o combustível neste ano. O novo valor começou a valer no último dia 19.

O preço da gasolina também sofreu reajuste, sendo 10% nas refinarias no mês de junho.

Repasse do valor do diesel aos consumidores

Apesar da alta, o repasse do novo valor aos consumidores não chegará imediatamente, uma vez que é necessário avaliar questões como margem da distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de etanol anidro.

O último reajuste do óleo diesel aconteceu em dezembro do ano passado, quando foi elevado para 3%.

O diesel marítimo será elevado em 8,4%, e para as térmicas o aumento será de 8,2% (diesel S500) e 8,6% (diesel S10, menos poluente).

Alta do combustível acontece de acordo com a valorização do mercado petroleiro

Tanto o reajuste do diesel, como da gasolina, acontece de acordo com a valorização do mercado do petróleo lá fora, já que o valor do dólar e do barril de petróleo estão em alta. E reage de acordo com ao otimismo do mercado norte-americano com o início da abertura da economia e da reabertura de grandes montadoras como GM, Fiat e Ford.

Petrobras anunciou aumento do diesel por conta da reabertura da economia
Petrobras anunciou aumento do diesel por conta da reabertura da economia

Ainda assim, o petróleo está com queda de 40% neste ano, devido à pandemia do coronavírus que mexeu com a economia global.

A volta do aumento do óleo diesel nos faz lembrar o aumento de 50% no ano de 2018, que levou a greve dos caminhoneiros no Brasil.

O que foi a greve dos caminhoneiros em 2018

Em 21 de maio de 2018 o Brasil parou. Com o crescimento do diesel (que havia subido 50% nos últimos 12 meses) os motoristas de transporte rodoviário pediam a criação de uma tabela frete com valor mínimo e reivindicavam a alta dos impostos sobre o combustível.

Greve dos caminhoneiros em 2018 afetou a economia brasileira.
Greve dos caminhoneiros em 2018 afetou a economia brasileira.

A greve teve duração de 9 dias e foi apoiada por grande parte da população brasileira.

Postos de combustível foram os primeiros a sofrerem com a paralisação, com o anúncio da greve, muitas pessoas foram até os postos encherem seus tanques, fazendo com que o combustível rapidamente ficasse escasso e por um período de tempo os postos não foram reabastecidos já que os caminhões estavam parados. Nas farmácias e gôndolas de mercados alguns produtos também já começavam a faltar.

Com a falta de recebimento de insumos, algumas fábricas também reduziram a sua produção e transportes públicos nas cidades reduziram suas frotas pela falta de combustível gerando impacto direto na população.

No quinto dia de greve, o presidente Michel Temer conseguiu aval para multar manifestantes. As forças armadas poderiam desbloquear as vias e conduzir em escolta o transporte de combustível para os centros de distribuição. No dia seguinte frotas de ônibus e ambulâncias já tinham combustível garantido, mas os postos ainda continuavam sem.

No dia 27 de maio, a Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros) fechou acordo com o governo que previa a redução de R$ 0,46 do diesel por litro na bomba durante 60 dias, o valor do preço mínimo para os fretes foi atendido, além isentar o pedágio sob eixo suspenso dos caminhões que trafegam vazios.

Na época, o prejuízo da greve dos caminhoneiros teve estimativa de dez bilhões de reais, sendo 1,1 bilhão apenas de laticínios que foram obrigados a jogar fora milhões de litros de leite pela falta de transporte.

Qual a sua opinião sobre esta matéria?

Você também pode gostar

Sucesso!

Seu cadastro foi finalizado com sucesso!
Aguarde novidades da LDP Peças em seu e-mail.