Mulheres caminhoneiras e o empoderamento feminino no volante

Mulheres caminhoneiras

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Compartilhar no pinterest
Pinterest
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no email
Email

Quando falamos motorista de ônibus ou caminhão, com certeza a primeira figura que seu cérebro projeta é do sexo masculino. Mas agora vamos instigar você a pensar diferente: mulheres caminhoneiras.

Acontece que as mulheres que vem conquistando cada vez mais espaço no mercado de trabalho, e também já conquistaram a profissão de motorista de transportes de carga. Não só nas rodovias, mas dentro das cidades as mulheres têm aparecido atrás do volante mais “pesado”.

Em 2016, a TV Tarobá de Cascavel – PR fez uma reportagem com a Aparecida Kaiser Luiz, onde a motorista de transporte coletivo contou como é sua rotina.

Apesar de ainda ser baixa, a procura por cargos de condução pela população feminina está desenvolvendo cada vez mais. Desde 2015, foi registrada a participação de 2.311 mulheres no projeto do Serviço Social do Transporte e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SEST SENAT), que tem como objetivo trazer mais motoristas profissionais para o mercado por meio da mudança da categoria da Carteira Nacional de Habilitação para C, D ou E. A busca por cursos de transporte de passageiros, produtos perigosos e transporte escolar também aumentou, em cinco anos 60,4% do público dos cursos era composto por mulheres.

História da habilitação para mulheres

Os homens sempre foram os responsáveis por dirigir os meios de transportes, desde a época das charretes. Mas foi uma mulher que teve coragem suficiente para testes que deram início a viagens de longa distâncias com automóveis. Em 1888, Bertha Benz, esposa do fundador da Mercedes-Benz, Karl Benz, acreditou na criação do primeiro carro do mundo, desafiando o próprio criador do carro (seu marido), embarcou escondida dele e junto de seus dois filhos em uma viagem com o Patent-Motorwagen, viajando 104 km pela região de Baden-Württenberg na Alemanha, chegando até cidade natal de Bertha, Pforzheim também na Alemanha. No Dia Internacional da Mulher em 2019, a Mercedes-Benz homenageou a mãe do automóvel, como Bertha é conhecida.

Apenas 10 anos depois uma mulher pôde tirar sua habilitação. A Duquesa Anne d’Uzès foi a primeira mulher da história a ter habilitação para dirigir, assim como também foi a primeira a ter uma multa por excesso de velocidade. Isso porque dois meses depois de ter sua carteira de habilitação, a Duquesa trafegou a 15km/h na rua de Paris, onde o limite permitido era de 12km/h na época.

No Brasil, foi só em 1932 que as mulheres deram um passo à frente, Maria José Pereira Barbosa Lima e Rosa Helena Schorling foram as primeiras mulheres a obter habilitação para dirigir no país.

Mas em alguns países essa conquista só chegou bem mais tarde. A Arábia Saudita conseguiu o direito das mulheres no volante somente em 2018, sendo o último país do mundo a liberar a direção para as mulheres.

Diante de tantas lutas, hoje no Brasil, as mulheres representam 6,5% de motoristas profissionais para transportes de pessoas e cargas, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN). Quanto aos estados onde o gênero feminino mais se destaca nesta profissão, o Paraná se encontra em 2° com 6.757 habilitadas, perdendo apenas para São Paulo que está em 1° lugar com 143 mil.

Mulheres caminhoneiras: donas da estrada toda

Mulheres caminhoneiras e o empoderamento feminino no volante 1

Apesar das dificuldades encontradas no caminho, elas não se intimidam com essa profissão que é rodeada de estereótipos. Um dos principais obstáculos que as mulheres encontram atrás do volante de um caminhão é o preconceito, mas elas se unem e criam estratégias para fugir da discriminação e de qualquer tipo de situação de risco em que possam se meter, assim evitam ambientes que apresentam vulnerabilidade, como circular por pátios de postos de madrugada.

Outras dificuldades que as mulheres encontram na estrada é o que qualquer gênero sofre: a falta de infraestrutura em paradas, a rotina desgastante, os perigos das rodovias e é claro, a saudade da família.

Algumas das caminhoneiras têm compartilhado seu dia a dia com o público, é o caso de Sheila Bellaver, Anailê e Patricia Barreira que criaram um canal no Youtube para mostrar a rotina nas estradas do Brasil e da Europa. Sheila Bellaver é dona de um caminhão pink e deixou a lavoura para realizar um sonho de criança, Anailê anda nas estradas com um “Jacaré” de 1973 e compartilha o canal com seu marido, Lucius. Já a Patricia mostra como é ser caminhoneira na Europa. Você pode conhecer mais sobre a história delas acessando este link.

 Ainda que sejam poucas, as mulheres no transporte pesado estão quebrando paradigmas, lutando por seus direitos e provando que qualquer profissão independe de gênero, além de tudo, estão sendo uma peça fundamental na economia brasileira.

Qual a sua opinião sobre esta matéria?

Você também pode gostar

Sucesso!

Seu cadastro foi finalizado com sucesso!
Aguarde novidades da LDP Peças em seu e-mail.